Quem é Angelina Nardelli?
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Eu sou brasiliense, filha de pioneiro, nascida em 1975, em julho, mês frio e seco - na época bem mais frio do que nos dias de hoje -, filha de Alvaro Quaglia e Bebel Nardelli Pinto Quaglia, pioneiros de Brasília. Sou também neta de dois políticos importantes para o Brasil, o Deputado Federal Abel Rafael Pinto, e o prefeito Luiz Ulisses Quaglia, e de duas mulheres fortes, Alba Nardelli Pinto, professora de história, e Maria Sanches de Barros Quaglia, pianista.
Minha formação é como arquiteta, urbanista e paisagista, e me tornei professora universitária quase depois de ter me formado. Tenho duas pós graduações em Requalificação Urbana, e sou especialista nos assuntos que fazem parte desse processo, como por exemplo conforto ambiental, clima, eficiência energética, resiliência urbana, ou seja, cidades que de forma inteligente possuem espaços urbanos com qualidade e arquitetura com qualidade, para todos. Sou também mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (UnB), onde dei aulas por alguns anos, e sigo pesquisadora.
Minha trajetória profissional, acadêmica, prática e institucional foi toda dedicada ao ensino e luta por melhorias, e manutenção do patrimônio cultural. Entender muito sobre arquitetura, urbanismo, paisagem cultural, meio ambiente, e qualidade de vida para as pessoas me permitiu estar em Comitê, Conselhos e entidades que lutam por mais qualidade de vida nas cidades.
Minha atuação hoje é como professora, pesquisadora, conselheira, consultora e palestrante sobre assuntos ligados a arquitetura, ao urbanismo, ao patrimônio e ao meio ambiente, com experiência em patrimônio cultural material, imaterial, natural e paisagístico, paisagem cultural, legislação patrimonial e ambiental, preservação, sustentabilidade, conforto ambiental, eficiência energética, educação patrimonial e ambiental, bem como na elaboração e análise de estudos, pareceres e dossiês técnicos, memória, história oral e paisagem cultural.
Integro com muito orgulho o ICOMOS, e nele é parte do Comitê Científico Brasileiro de Interpretação, Educação e Narrativas Patrimoniais – CCBrInt. Integra, ainda, o Comitê Gestor do Sítio do Patrimônio Mundial de Brasília, no âmbito do IPHAN, como representante da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas – Núcleo Distrito Federal (ABAP-DF), entidade que atualmente coordena.
Sou diretora e coordenadora do Programa Educação Patrimonial e Ambiental Brasília (EPA BsB), desenvolvendo ações voltadas à educação patrimonial e ambiental, à valorização da memória, da paisagem e dos bens culturais, fomentando conhecimento e cidadania para crianças, jovens e adultos.
Estou diretora do Instituto REURB’Delas, no Núcleo Distrito Federal, liderado por mulheres, conectando profissionais de REURB para criar uma rede de apoio que faz a diferença.
Atua também como pesquisadora colaboradora do Grupo de Pesquisa Capital e Periferia – PPG-FAU/UnB, em estudos relacionados a Brasília, território, paisagem e patrimônio.
Foi Vice-Presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal – CONDEPAC-DF, com atuação em relatorias, processos de tombamento,
preservação e gestão do patrimônio cultural, além da coordenação do GT Vila Cobra Coral. Foi também conselheira titular do Conselho de Meio Ambiente do Distrito Federal – CONAM/DF, representando o CAU/DF, por duas gestões, até 2025.
Exerce a docência desde 2013, no ensino superior e na educação básica, articulando ensino, pesquisa e extensão nas áreas de arquitetura, urbanismo, paisagem, patrimônio, meio ambiente e sustentabilidade. Possui, ainda, experiência em curadoria, criação e produção de projetos culturais e artísticos.
Hoje está candidata à Câmara Legislativa, e tem orgulho de poder afirmar que está pronta para assumir o seu papel de defesa de Brasília, e do Distrito Federal.
Atuação por Brasília, pelo DF
Atuação no CONDEPAC-DF
Atuei como conselheira representante da sociedade civil e Vice-Presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal (CONDEPAC-DF), participando diretamente da análise, discussão e deliberação de matérias relacionadas à preservação, salvaguarda, valorização e gestão do patrimônio cultural do Distrito Federal.
Durante o mandato, exerci atividades de relatoria e análise técnica de processos, acompanhando questões relativas a tombamento, preservação de bens culturais, paisagem cultural, memória e proteção do patrimônio material e imaterial. Neste âmbito foram aprovados patrimônios imateriais, e avaliados materiais, onde senti mais falta de permissões acerca das ações possíveis, que precisavam ser autorizadas pelo secretários - tivemos 3 -, o que infelizmente, não aconteceu, em decorrência de escolhas de governo.
A atuação no Conselho permitiu que minha articulação e formação em Arquitetura e Urbanismo, arquitetura da paisagem, e minha experiência em patrimônio, paisagem, legislação e planejamento urbano à responsabilidade institucional de subsidiar decisões sobre bens e referências culturais relevantes para Brasília e para o Distrito Federal.
Destaco, ainda, a coordenação do Grupo de Trabalho da Vila Cobra Coral, voltado ao estudo e à documentação desse território e de seus valores culturais, históricos, urbanos e sociais, trabalho concluído com a entrega de documento técnico no início de 2026. Como resultado um documento completo com embasamento teórico, jurídico e documental foi entregue, e assinado por todos os membros.
A experiência no CONDEPAC-DF consolidou uma atuação pautada pela análise técnica, preservação da memória, reconhecimento das diferentes dimensões do patrimônio e compreensão da cidade e da paisagem como bens culturais vivos, associando conhecimento especializado, participação social e responsabilidade pública.
Atuação no CONDETUR-DF
Atuo como conselheira representante do Fórum das IES, desde a criação do conselho, quando prestei consultoria sobre patrimônio e e Brasília. Segui como presidente do Fórum, representando os cursos que interessados, seguiram em razão e função do Turismo em Brasília.
Durante o mandato tenho fomentado os saberes, e quando solicitados a atuar, contribuído com ações como avaliações, criação de processos educativos, como foi o caso da contribuição no Projeto ROAC, dentre outras atividades.
O Conselho de Desenvolvimento de Turismo do Distrito Federal (Condetur/DF), é um colegiado de caráter consultivo e propositivo e órgão superior de assessoramento da Secretaria de Turismo (SETUR) para assuntos diretamente relacionados à atividade turística no Distrito Federal.
Tem como missão contribuir para o desenvolvimento do turismo sustentável, por meio da articulação dos setores governamental, empresarial e da sociedade civil organizada e da proposição, análise, monitoramento e validação de planos e projetos consonantes com a Política de Turismo do Distrito Federal.
Reativado em maio de 2010 pelo Decreto nº 31.733, o Condetur iniciou suas atividades de forma bastante proativa, contribuindo para acelerar o processo de desenvolvimento do turismo no DF, composto por 35% de entidades do Governo do Distrito Federal, e 65% de entidades do setor turístico e representantes da sociedade civil.
Educação Patrimonial e Ambiental Brasília (EPA BsB)
A educação é o que liberta. É o que abre caminhos, amplia horizontes e nos dá algo essencial: a possibilidade de escolher, de participar, de compreender nossos direitos e de exercer plenamente a cidadania.
Foi acreditando nisso que criei o Educação Patrimonial e Ambiental Brasília – EPA BsB. A experiência em sala de aula, nas universidades, no projeto ROAC e no CAU nas Escolas me mostrou que ainda existiam lacunas que precisavam ser preenchidas. Era preciso aproximar a educação da vida: da cidade que habitamos, do patrimônio que nos pertence, do meio ambiente que nos sustenta e dos territórios onde construímos nossas histórias.
Sou arquiteta e urbanista, artista plástica e professora. Mas, acima de tudo, sou EDUCADORA e MÃE. Sou neuroatípica e mãe atípica. Ao longo da minha trajetória, também acolhi muitos estudantes neuroatípicos em sala de aula e convivi com colegas neuroatípicos, com ou sem diagnóstico. E essa experiência reforçou em mim uma certeza: não existe uma única maneira de aprender, de ensinar, de perceber ou de estar no mundo.
Por isso, acredito em uma educação verdadeiramente inclusiva. Uma educação que reconheça as diferenças sem transformá-las em barreiras; que acolha diferentes tempos e formas de aprender; que dê condições para que cada pessoa desenvolva suas capacidades, sua autonomia e encontre o seu lugar no mundo.
Porque educar é muito mais do que transmitir conhecimento. É ensinar a perguntar, a compreender, a reconhecer o território onde vivemos e a perceber que fazemos parte dele. É formar pessoas capazes de fazer suas próprias escolhas.
Educar é dar instrumentos para que cada pessoa compreenda o mundo, reconheça-se nele e saiba que tem o direito — e a capacidade —, de transformá-lo.
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